segunda-feira, 12 de julho de 2010
O pensamento mora no amor
Era uma casa, não era convencional. Nela morava o pensamento que pairava no ar. Que ofegava, sussurava, temia. E entre o tremor e a calma, trafegava nas veias, vértebras...sangue, coração...pulsar. E num pulso distante, batia.
E a casa tinha as portas abertas, para quem quisesse entrar. E à ela visitaram a insegurança, o desespero e a esperança. E em seus espelhos muitos se olharam. E em sua sala, muitos dançaram. E na sua mesa, muitos comeram. Na sua cama, muitos dormiram. Amaram. (A casa era o abrigo)
O pensamento às vezes solitário, tornava-se espectro no espaço, no corpo, na mente. Era o habitante, o morador. A casa era tão pouco um território. A casa era o seu lugar. A casa era o amor.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Trinta milhões de miseráveis
Trinta milhões de miseráveis
Sobem os morros
E descem vazios
Com febre, bexiga
Homens vadios
Trinta milhões de miseráveis
Suam o trabalho
Exalam seu cheiro
De fome, de guerra
São homens da terra
Trinta milões de miseráveis
Juntam seus trapos
Embebedam a alma
Engolem a seco
A dor e a calma
Trinta milhões de miseráveis
Calos nos pés
Areia do cais
Uns dias até
Outros jamais
Trinta milhões de miseráveis
Trinta milhões de miseráveis
Trinta milhões de miseráveis
Com febre, com fome
Com trapos de guerra
Exalam o trabalho
Engolem a terra
sábado, 3 de abril de 2010
Jabuticabeira
Quintal
sexta-feira, 2 de abril de 2010
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